Idealizado por Marília Toledo, Gal, o Musical estreia no dia 6 de março no 033 Rooftop e celebra a vida e a obra de uma das maiores vozes da música popular brasileira e ícone do Tropicalismo
Com texto de Marília Toledo e Emílio Boechat, e direção de Marília Toledo e Kleber Montanheiro, espetáculo atravessa momentos marcantes na trajetória de Gal Costa, de sua infância em Salvador (BA) à adoção de seu filho Gabriel
Programação faz parte das comemorações de dez anos do Teatro Santander, que serão completados em 2026
Depois do enorme sucesso dos musicais Silvio Santos Vem Aí e Ney Matogrosso – Homem com H, Marília Toledo e Emilio Boechat repetem a parceria para homenagear a saudosa Gal Costa (1945-2022), uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira.
Marília Toledo também assina a direção, ao lado de Kleber Montanheiro, e a direção musical é assinada por Daniel Rocha. A produção é da Paris Cultural.
O espetáculo biográfico narra como a pequena Maria da Graça Costa Penna Burgos, nascida no dia 26 de setembro de 1945, em Salvador (BA), tornaria-se não apenas a “musa da Tropicália”, como dizia seu apelido, mas uma das figuras mais importantes desse movimento da cultura popular brasileira, um símbolo feminista e uma das maiores cantoras do mundo (tendo, inclusive, sido eleita uma das 10 maiores vozes femininas do mundo pela revista estadunidense Time).
A pesquisa para a escrita da dramaturgia do musical começou em janeiro de 2024, quando Marília Toledo descobriu o livro “A Todo Vapor – O Tropicalismo Segundo Gal”, de Taissa Maia. “Depois de ter feito três biografias com artistas masculinos, Silvio Santos, Ney Matogrosso e Renato Aragão (ao assinar o texto da peça “Adorável Trapalhão”), senti necessidade de fazer uma obra com uma protagonista feminina. Para mim, sem sombra de dúvidas, a história de Gal é a que mais se aproxima da minha essência”, comenta a idealizadora, autora e diretora.
Outra obra fundamental foi o livro “A Jornada da Heroína”, de Maureen Murdock, uma psicóloga junguiana que havia traçado uma jornada feminina diferente da masculina. Os autores ainda contaram com a ajuda do pesquisador Tallys Braga, que estava escrevendo uma biografia oficial da artista.
“O livro da Taissa Maia defende a tese de que o papel de Gal na Tropicália foi muito maior do que a nossa imprensa machista e patriarcal gostaria de admitir. A partir dessa tese, começamos a pensar que nosso musical deveria ter um viés feminista ao invés de simplesmente relatar a vida de Gal desde a infância na Bahia até o sucesso comercial. Até porque a história íntima dela, uma artista muito reservada, não era conhecida. Preferimos, então, contar a história da artista sob um prisma psicológico e profundo, do que simplesmente desfilar gravações, discos e hits da artista”, revela Emílio Boechat.
A trama acompanha diversos episódios da vida de Gal, como sua infância e a relação com sua mãe-solo Mariah; sua amizade com Caetano Veloso, Maria Bethânia, GIlberto Gil e Tom Zé, que começaram sua trajetória artística juntos no Teatro Vila Velha; o início da carreira na música e seu primeiro empresário, Guilherme Araújo; até a adoção de seu filho Gabriel, em 2008.
E toda essa história, de acordo com Marilia Toledo, é costurada pelos principais sucessos eternizados por Gal, como “Força Estranha”, “Baby”, “Divino, Maravilhoso”, “Vaca Profana”, “Azul”, “Vapor Barato”, “Sorte”, “Brasil”, “Balancê”, e tantos outros.
“A nossa dramaturgia privilegia as músicas como expressão dos sentimentos da artista, ajudando a contar a história de maneira mais musical do que narrativa. Excetuando-se algumas surpresas, os grandes hits de Gal estão presentes no musical”, acrescenta a autora e diretora.
Sobre a encenação assinada por Marília Toledo e Kleber Montanheiro
Marília Toledo como diretora não larga a mão do seu lado autora, enquanto escreve o texto já pensa na encenação e nas especificidades do elenco “eu gosto muito do processo de escolha do elenco e da equipe criativa e também do trabalho com os atores. No processo de escrita do texto, fica claro para mim quais as melhores escolhas para encenar”
Como idealizadora do projeto, a autora e diretora Marília Toledo escolheu Kleber Montanheiro para dividir a encenação com ela porque o considera um diretor que olha para todos os aspectos da encenação, além de ter desenvolvido diversas parcerias artísticas com ele, e confiar muito na sua capacidade criativa. “Pelo fato do Kleber ter começado sua carreira como ator, ser também cenógrafo, figurinista, iluminador, além de diretor, tem uma visão de todas as etapas do fazer teatral e isso me encanta desde que começamos a trabalhar juntos, no ano 2000. Sempre aprendo demais com ele, Kleber nunca deixa de me surpreender, com sua capacidade única de encenar.
Sobre a experiência de dividir a direção do espetáculo com Marília Toledo, Kleber Montanheiro, que foi apontado por ela como um dos “artistas do teatro mais geniais e completos”, diz: “Tem sido uma união muito feliz. Marília colabora com um olhar direto para a concepção ágil em cenas curtas e dinâmicas. Com a minha experiência estética, colaboro com um olhar mais visual e de desenho cênico. Aliado a isso, temos um importante fato que Gal foi uma mulher que resistiu no seu tempo, quebrando padrões e contando do seu modo a história da música brasileira. Não faria sentido não existir uma parceria com uma mulher na direção”.
A concepção de cenografia do espetáculo, assinada por Carmen Guerra, é uma espécie de ocupação imersiva do 033 Rooftop, que aproveita o espaço vazio e transporta a plateia para dentro da cena.
“A partir disso, nos inspiramos em instalações do artista Hélio Oiticica para compor um ambiente onde os espaços físicos abordados na dramaturgia do espetáculo fossem sugeridos e compostos com elementos que trouxessem a ideia de obras de arte, representando cada local de uma forma dinâmica, sucinta e inventiva”, acrescenta o diretor.
Os figurinos, também assinados por Montanheiro, atravessam a segunda metade do século XX e vão se transformando em modelos específicos de cada época. Como uma segunda camada de dramaturgia, a paleta de cores vai se transformando durante a passagem de tempo, em cores sólidas ou multicoloridas, incluindo bordados e estampas.
Já o diretor musical Daniel Rocha comenta que trabalhou com uma transcrição dos arranjos originais das músicas de Gal com adaptações. O espetáculo ainda explora tanto na música como na coreografia, de Semadha S Rodrigues, a forte influência do Candomblé, do canto e danças dos Orixás e das manifestações da cultura popular tanto na música da homenageada. A pesquisa coreográfica incorpora ainda LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), conectando mensagem, gesto e música em um mesmo campo sensorial.
Sobre o 033 Rooftop
Inaugurado em 2018 e localizado no topo do Teatro Santander, apontado como o melhor espaço para eventos do Brasil pelo Prêmio Caio 2023, 2024 e 025, o 033 Rooftop oferece uma excelente infraestrutura para programações de qualquer natureza. Já passaram pelo palco do local os espetáculos “Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812”, “Zorro – Nasce uma Lenda”, “Silvio Santos vem aí”, “Sweeney Todd”, “Ney Matogrosso – Homem com H”, “Iron – O Homem da Máscara de Ferro”, “Cabaret”, “Shakespeare Apaixonado”, “Rocky” e Jersey Boys. Com o número 033, identificação do Santander em seu nome, o 033 Rooftop tem 1.000 m² de área total.
O empreendimento possui pé direito alto e amplas janelas que exploram o conceito de industrial chic, mesclando obras de arte com um design em linhas retas e tons neutros. O local conta com lounge, terraço, salão principal, bar, varanda privada, sala de reunião VIP, camarim, cozinha industrial e salas técnicas e de apoio.
Sobre Zurich Santander
A Zurich Santander é uma joint-venture entre os Grupos Zurich e Santander, dois dos maiores conglomerados do mundo nos setores segurador e financeiro, com 14 anos de atuação no Brasil, Argentina, Chile, México e Uruguai, além da sede na Espanha. Com o propósito de “inovar diariamente para que as pessoas e seus projetos estejam protegidos e o setor seja cada vez mais humano, ético e sustentável”, a companhia conta com mais de 8 milhões de clientes e distribui seus produtos de seguros (para proteção das pessoas e seu patrimônio) e previdência privada pela rede de distribuição do Banco Santander.
Sobre a Esfera
A Esfera, programa de recompensas do Santander Brasil, oferece aos seus clientes uma experiência completa para acumular pontos, economizar e aproveitar benefícios para comprar, curtir e viajar, com mais de 200 parceiros. A Esfera reconhece a importância de preservar e fomentar a cultura e, por isso, mantém um compromisso contínuo com o apoio a eventos culturais.
Sobre o JK Iguatemi
Projetado sob novo conceito de shopping center, desde 2012, o Shopping JK Iguatemi reúne arte, moda, entretenimento, lazer, tecnologia, cultura, design, gastronomia e excelentes serviços em um único lugar. Faz parte do seu DNA os pilares de inovação e experiência, fazendo com que cada visita seja única e proporcionando oportunidades diferentes e inéditas para todos os públicos. Com a expertise e o diferencial em oferecer o mais completo e diversificado mix, o JK Iguatemi inova com qualidade e antecipa tendências para continuar sendo referência no setor.